Um quinto da Geração Y já chefia equipes

Uma pesquisa sobre a geração Y nos aponta que os jovens tem pressa de prosperar, mas não pensam em trocar de emprego.

Há cerca de 10 anos atrás, o primeiros representantes da Geração Y começaram a entrar no mercado de trabalho, foi mais ou menos quando eu entrei e foi claro ver que as empresas começaram a ter de conviver com um novo tipo de pessoa, uma galera extremamente antenada, questionadora, desafiante e com muita, mas muita sede de subir na carreira. Todo aquele marasmo da Geração X de ficar no mesmo emprego por muitos e muitos anos, esperando uma oportunidade bater a porta para essa geração simplesmente deixou de existir, pois eles não esperam a oportunidade bater, eles batem.

A pesquisa da consultoria de gestão Hay Group feita com mais de 5,5 mil jovens mostra que, os nascidos a partir da década de 80 têm mesmo muita pressa de
subir na carreira. Sendo que 18% dos entrevistados já ocupam cargos de chefia.

  • E ao contrário do que se pensa, a maioria dos jovens não pretende deixar seu empregador: 63%
  • Querem permanecer no atual trabalho por cinco ou mais anos. 
  • Apenas 5% têm planos de sair em um ano.
E é por um grande preconceito em relação a fama que essa geração leva, de pular de emprego em emprego que os investimentos nesse pessoal são baixos, pois as empresa tem medo de perder dinheiro treinando uma pessoa que ficará meses na empresa.

Fato é, que essa geração é muito mais ágil para aprender as coisas, já mexemos em computadores muito melhor do que nossos pais e provavelmente com mais agilidade do que nossos chefes, então infelizmente, o ego dessa geração infla, pois em grande parte, o seu gestor sabe menos do que ele das formas de se trabalhar algo e isso faz com que almejem salários na faixa do que acham que valem e não de sua experiência.

E é exatamente essa última palavra que eles esquecem... experiência! Não importa, se você debulha um iPhone em alguns miutos, ou consegue fazer uma pesquisa no Google e encontrar o que quer em segundos, enquanto seu chefe leva uma hora. Importa que o seu chefe saiba como gerir uma equipe e pensar estrategicamente na estrutura e no mercado. Isso é algo que não se estuda, se aprende vivendo.

Mas uma coisa boa disso tudo acontece, todo mundo começa a se coçar para aprender as coisas cada vez mais rápido. Renata Filippi Lindquist, sócia-diretora da Mariaca, especializada em gestão de capital humano, enxerga o mesmo movimento. "As empresas já perceberam que têm de estar mais próximas desses jovens, que precisam fazer mais avaliações de troca de expectativas, trazê-los para mais perto da estratégia."

Pela pesquisa, o plano tem dado certo: 71% dos jovens dizem que os valores da empresa estão alinhados aos seus. Para ela, os jovens também evoluíram nessa relação. "A geração Y vem amadurecendo. Vejo uma diferença muito grande ao conversar hoje com um jovem de 28 anos. Vejo uma carreira mais consistente. Eles estão mais conscientes de que, para serem líderes, precisam ter mais bagagem." Porém, a inquietação permanece. "Se não estiverem muito satisfeitos, eles vão embora sem pestanejar. Se as empresas não tiverem mecanismos de retenção, eles vão sair."

COMPORTAMENTO DA GERAÇÃO Y
Verdades

  • Têm pressa de subir na carreira: 18% ocupam cargos de gestão
  • Apreciam o diálogo aberto: 74% afirmam ter boa relação com a chefia
  • Escolhem onde trabalhar de acordo com os valores da empresa: 71% dizem que os valores da empresa estão alinhados aos seus próprios valores pessoais

Mitos

  • São infiéis: 63% querem permanecer no atual emprego por cinco ou mais anos; apenas 5% pretendem sair em um ano
  • Não vale a pena investir neles: para 93%, quanto mais a empresa investe em sua formação, mais desejam continuar no emprego
  • São insubordinados e difíceis de liderar: 75% confiam no seu superior


Enfim, Geração Y, X Z, seja lá qual ela for tem chances e deveriam ter chances iguais sempre. Pois cada um possui características opostas mas complementares ao mesmo tempo.

Abraços
Gui Loureiro

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