O texto abaixo é uma colaboração do nosso leitor Eduardo Sena que levanta a bandeira para um Brasil melhor com o PS3.
Agora é oficial: a tão esperada linha PlayStation3 está no Brasil. Soube disso numa sexta-feira 13, quando eu, o reles e desiludido proprietário de um PS3 inutilizado há quase 1 ano pela temida “Tela Vermelha da Morte” (RSOD), recebi um e-mail da multinacional japonesa com a boa nova. Boa? É o que vamos ver.
Contra fatos não há argumentos. O PS3 é o melhor console do mercado no momento. Segundo o e-mail marketing, ele se propõe a ser muito mais que um brinquedo de gente grande. E consegue! Tem internet browser, Wi-Fi, Bluetooth, slideshow de fotos, player de filmes, música, capacidade de armazenamento de jogos, exibição de vídeos e jogos 3D em blue-ray, interação com movimento, ou como diz o e-mail, "simplesmente faz tudo".
E não adianta você que tem Xbox 360 ficar ofendido ou magoado comigo. Você sabe que na real, só escolheu o console da Microsoft porque estava mais barato, ou porque acha uma grande “vantagem” fazer o desbloqueio do console pra sentir que tem acesso a mais jogos.
Mas a verdade é que você investiu grana em um videogame caro e agora vai gastar ainda mais em dezenas de jogos piratas, e mídias ruins, pra não terminar ou evoluir em metade deles. To mentindo? Você sabe que não. Sem contar o risco de ser banido da Live e, finalmente, cair na real que precisa de um videogame de verdade. Um PS3.
Bom, mas tem o Wii, né? Claro! E já que estamos aqui num papo entre amigos e gamers, sejamos francos: o Wii nem entra na competição. É café com leite total.
Como todo mundo sabe – e os proprietários resistem em admitir – o console da Nintendo nada mais é do que uma grande onda que passa. E quando acontece, nem sua família quer jogar com você aqueles jogos super animados, interativos e que até fazem emagrecer. Daí só resta comprar um videogame. E dessa vez, um dos bons, pra adulto mesmo. Um PS3, no caso.
E não me venha com choro, como é típico dos donos de Wii. Apenas aceite, afinal, você não sabia – ou não queria acreditar nisso –, mas o Wii é a nova bicicleta ergométrica. Com a desvantagem de não servir nem pra cabide quando você não quer mais. E acredite, você não vai querer.
Essa mania de querer “dar um jeitinho” é herança das plataformas PSOne e PS2. Quando tudo era simples, destravado e um CD/DVD de jogo não custava mais que R$10,00 (ou 3 por R$5,00). Mas os tempos são outros e o nível dos consoles também. E cada vez mais, as fabricantes se vêem obrigadas a oferecer mais vantagens e atrativos para tornar o console “travado” mais interessante que o “destravado”.
No caso da Microsoft, sua rede Live está muito a frente das concorrentes. E não é só por ter começado antes da PlayStation Network, mas também por sempre se adaptar às tendências e inovações, trazendo novidades e facilidades para os usuários.
O mesmo não dá pra dizer da PSN. Há anos a rede de relacionamento da Sony engatinha em uma interface pobre e que pouco evolui. Fora que tem um cardápio de jogos fraquíssimo e só serve pra baixar trailers e demos de jogos. Ah, tem a rede do Wii também, mas deixa pra lá...
A esperança é que a chegada da linha PS3 no Brasil e o boom das tvs e jogos em 3D ajude a mudar isso. Por enquanto, certo é que se fala em uma PSN totalmente brasileira ainda em 2010. Mas não espere nada muito melhor que a rede atual, com a chance de ser paga. Vamos ver.
De qualquer modo, se o mundo ideal da Sony é um PS3 que faz tudo, vem com manual em português e tem 1 ano de garantia, o preço do “passaporte” para esse “olimpo” ainda não anima: R$ 1.999,00 a versão com disco rígido de 120GB, contra R$ 1.300,00 de média na versão importada pelas melhores lojas do ramo, ou US$ 300 nos EUA - cerca de R$ 530,00.
Agora é contigo. Que o PS3 é bom a gente já sabe. Mas você vai pagar pra ver? Se for, prepare o bolso.
Por Eduardo Sena
www.deixanogelo.com.br
@deixanogelo
0 comentários:
Postar um comentário
Elogie, critique, fale mal, mas fale da gente!